Mau tempo: Infraestruturas de Portugal resolveu mais de 90% de cortes de estradas
O Ministério das Infraestruturas e Habitação anunciou que a Infraestruturas de Portugal (IP) já resolveu mais de 90 por cento dos cortes de estradas causados pelas tempestades, restaurando 300 vias e restando apenas 30 interrupções.
"Dos mais de 300 cortes totais de estradas da rede rodoviária nacional ocorridos durante as tempestades que fustigaram o país em fevereiro, restam por repor cerca de 30 situações, com especial destaque para os distritos de Lisboa, Setúbal, Santarém ou Viseu, onde se registaram mais ocorrências provocadas pelas tempestades", anunciou.
"A IP registou 346 cortes totais de via, restando apenas 34 desses casos por resolver, o que representa 90% de situações ultrapassadas, quando se completa um mês após os dias de maior impacto das tempestades", destacou ainda o Ministério em comunicado.
De acordo com a tutela, "no conjunto das redes rodoviária e ferroviária nacionais foram registadas mais de 4.200 ocorrências", chegando a atingir "uma média de cerca de 200 intervenções diárias no terreno", para assegurar "operações contínuas de desobstrução, reparação de infraestruturas, estabilização de taludes, reposição de sistemas de sinalização e estabelecimento das condições de segurança e circulação, tanto na rede rodoviária como na rede ferroviária".
Para garantir a resposta "a IP mobilizou todas as suas equipas e prestadores de serviço, tendo o dispositivo atingido cerca de 2.000 operacionais, 622 viaturas, 13 limpa-neves e 31 equipamentos ferroviários pesados" em articulação com as autarquias.
"Para possibilitar os trabalhos de recuperação, o Governo decidiu, em Conselho de Ministros, autorizar uma verba extraordinária de 400 milhões de euros para a Infraestruturas de Portugal", lembrou.
Apontou ainda o colapso da A1, na zona do viaduto de Casais, Coimbra, com recuperação da circulação em 15 dias, graças a trabalhos promovidos pela Brisa, e "às rápidas diligências das entidades responsáveis, Laboratório Nacional de Engenharia Civil, LNEC, e Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres, IMT".
De acordo com o Governo, "também na ferrovia já se encontram ultrapassadas quase todas as situações, restando apenas recuperar a circulação na Linha do Oeste, a sul das Caldas da Rainha, e na Linha da Beira Baixa".
Já na Linha do Oeste, a circulação no troço a norte das Caldas da Rainha e no percurso até Louriçal será reposta esta segunda-feira.
"Resta também repor a circulação no troço da Linha da Beira Baixa entre as estações de Mouriscas A e Rodão, interrupção provocada pelo deslizamento de um talude de difícil intervenção pela proximidade da linha ao Rio Tejo nesta zona", indicou.
C/Lusa